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Alexandre Melo

am4131557@gmail.com

A Torre

Torre grande e escura,

Porque me aprisionais?


Sou torre isolada,

Escura e grande!

De mim nada dependes!

Mas de algo és dependente!

De tal deves recear!

Sou torre amiga!

Leal e confidente!

Deves pensar,

Refletir sobre o passado!

Sabes que cá estarei!

E de ti prisioneiro farei,

Até que,

À conclusão chegues,

Do que te aqui faz prisioneiro!


Do passado não receio!

Receio apenas de mim!

Um jovem incapaz,

Dependente e

Impotente no que toca ao passado!

Foi lá que me formei!

Que meu império fiz!

Vivi apenas infeliz!

Pois aqueles que partiram me cá fazem falta!

E aquela donzela,

Diferenciada do mundo...

Foi mundo meu!

E minha perdição!

Mas Torre,

Como esqueces alguém que te marcou?


Não esqueces!

Segues!

A paradoxalidade confunde,

Mas não há que saber!

Em tua mente deves escrever,

"ACABOU"!

E assim cessarás o incessável!


Como?

Achas que sou César?

Não domino meu coração!


Mas também não o ouves!

De que te serve?!


Em coração meu confiei e

Assim desamparei!

À minha mente, me entreguei,

Pois nesta confiei!


Bem podemos ver de que nada te valeu!

Continuas aqui preso!

Aqui e ao passado!

Desde quando és tão clássico?


Que opções tenho eu?

Oh Torre, ajuda-me!

Deixa-me sair!

Deixa-me viver!


Já esqueceste a donzela?

E apanhaste luz?

À tempos que não sabes o que isso é!

E até tal acontecer cá ficarás!

E sabes tu a razão?

Tu não vais esquecer!

E para tal te provar a chave te vou dar!

E isto porque cá regressarás!

E a razão darás à tua amiga Torre!